quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Intrépido

A quem o viu
Cuspiu no olho
Enfiou agulhas sob as unhas
O mostrou sua insignificância

O fez descampado ao vento sul
Era um poema de respeito
Furioso, ciclônico, mau

Um poema observa dor
Mortal para um vedor

Machucou o olhar do olhador
E molhava sua fachada de mar

E outro quem
Respeitoso, olhos no olhos
Como quem pefura o mar
Ou alarga o vão do furacão - pacientemente
Recolheu a significância

Se banhou de chuva e vento
Pois insignificante sim
Mas sabidamente não para si mesmo
E o poema ficou lá, quietinho
Pois namorado por alguém intrépido

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